Bacia do Rio do Antônio

Vivemos na região fisiográfica do semi-árido brasileiro, onde predominam os períodos de estiagem e os cursos d’água são em sua maioria temporários. A partir desta realidade, refletimos que é uma incoerência muito grande degradar o Rio do Antônio, o qual é útil ao abastecimento humano, às atividades econômicas, à dessedentação animal e à irrigação.

Fruto de uma preocupação com o uso sustentável das águas de uma bacia hidrográfica localizada no semi-árido, o MODERA – Movimento pela Despoluição e Conservação do Rio do Antônio foi fundado após a crise de abastecimento no Município de Brumado ocorrida no período 1998/1999 e seus membros precursores já traziam consigo o conhecimento de que não existia apenas uma degradação do Rio do Antônio, mas casos de degradação, sendo o mais grave aquele relativo às matas ciliares, uma vez que estas garantem a proteção do solo e por conseguinte reduzem a erosão e o assoreamento; diminuem a evaporação da água; facilitam a sua infiltração no solo; garantem o abastecimento do lençol freático e servem de refúgio para a fauna silvestre.

Conforme a GEOHIDRO (1993); CRA (1999) e MODERA (2002), a Sub-Bacia do Rio do Antônio faz parte da Bacia do Rio das Contas, está localizada no Centro-Sul do Estado da Bahia, na região do Alto das Contas. Abrange os Municípios de Jacaraci, Licínio de Almeida, Caculé, Ibiassucê, Rio do Antônio, Guajeru, Malhada de Pedras e Brumado. É iniciada a partir de uma rede de drenagem em Licínio de Almeida, formada pelos Rios Cachoeirão, Paiol, Salto, Batalhão, São Domingos, Barreiro e pelos riachos Fundo e Tamboril, sendo que a partir do encontro do Rio do Salto com o Paiol em Caculé é formado o Rio do Antônio. A área da Sub-Bacia é de 6.540 km², a extensão do Rio é de 206 km e a vazão é de 7 m³/s.

Com base em diagnóstico publicado pela GEOHIDRO (2002), são problemas ambientais da Sub-Bacia do Rio do Antônio:

- Exploração de manganês em Licínio de Almeida, ocasionando degradação do solo e por conseqüência assoreamento, bem como escoamento eventual do minério para o Rio do Salto.

- Garimpo de ametistas, degradando o Rio do Salto em Licínio de Almeida.

- Lixões em Rio do Antônio e Malhada de Pedras.

- Lagoas de retenção e depósito de minérios em Brumado.

- Plantas aquáticas flutuantes (macrófitas) no espelho d’água da Barragem de Brumado.

- Desmatamento propiciando a erosão e ocasionando assoreamento.

- Esgotos.

- Problemas nas estruturas dos barramentos (infiltrações e ausência de descargas de fundo).

Embora não tenha sido citada pela GEOHIDRO, vale destacar a proliferação de algas em barramentos da Sub-Bacia, por conseqüência da poluição orgânica, levando a EMBASA – Empresa Baiana de Águas e Saneamento S/A a captar água da Barragem de Brumado, através de bombas flutuantes, em virtude das algas na superfície do espelho d’água e assentamento de manganês no fundo do reservatório.

Além dos problemas ambientais que acarretam a diminuição da qualidade da água, já existem conflitos decorrentes da quantidade insuficiente. Conforme balanço hídrico preliminar feito pela GEOHIDRO há um saldo negativo de 85,84 l/s na demanda de água. E dentre os fatores que contribuem para a diminuição da sua disponibilidade pode-se citar o desmatamento que contribui para a alteração do ciclo hidrológico.

Fonte: MODERA- Movimento pela Despoluição e Conservação do Rio do Antônio. Carta do MODERA À INB. Brumado: 2005.

DEGRADAÇÃO AMBIENTAL / POLUIÇÃO NO MUNICÍPIO DE BRUMADO

Problemática do Rio do Antônio

Faz-se importante relacionar a problemática do Rio do Antônio em Brumado com a da Micro-Bacia do referido Rio, porque, com base em Botelho e Silva (2004) para a Geografia a unidade fundamental de análise ambiental deve ser a bacia hidrográfica.

De acordo com relatório da GEOHIDRO et al (2002), são problemas da Micro-Bacia Hidrográfica do Rio do Antônio: a exploração de manganês no Município de Licínio de Almeida, garimpo de ametistas no Rio do Salto, lançamentos de esgoto e lixo, Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO), proliferação de plantas aquáticas, problemas nas estruturas de barramentos, erosão, assoreamento, queimada e ausência de vegetação ciliar.

Dos problemas relacionados, apenas o garimpo de ametistas não diz respeito ao Município de Brumado. Os demais afetam, sendo que a exploração de manganês atinge, através de escoamento do minério pelas águas do Rio do Antônio, chegando até o reservatório da Barragem da Cidade de Brumado.

De acordo com a GEOHIDRO et al (op cit) em novembro de 2001, o teor de manganês no fundo da Barragem de Brumado chegou a mais de 800 mg/l e na superfície a mais de 1300 mg/l, sendo os índices mais altos do período de outubro de 2001 a janeiro de 2003. Levando em consideração que a água captada da Barragem é usada para o abastecimento humano, a presença de manganês demanda a implementação do processo de flotação por ar dissolvido, a fim de realizar oxidação do referido metal por aeração forçada com micro-bolhas de ar comprimido (GEOHIDRO et al: op cit).

No que diz respeito aos lançamentos de esgoto, conforme o CRA – Centro de Recuros Ambientais (1999) são causas dessa poluição na Cidade de Brumado, a existência de um esgotamento sanitário insuficiente e a ausência de tratamento dos efluentes líquidos. (…) Tais lançamentos são prejudiciais ao Rio, pois contribuem para a diminuição da disponibilidade de oxigênio na água. Conforme pesquisa feita por NUNES (2004:37) a poluição do Rio do Antônio é um dos fatores determinantes na perda da qualidade de vida da população ribeirinha do Bairro Dr. Juracy Pires Gomes, devido aos esgotos da cidade serem lançados no referido rio, causando mau cheiro, alto índice de doenças, principalmente em crianças e a proliferação de insetos.

O lixo por sua vez, já é conseqüência da negligência de ribeirinhos, pois existe coleta regular da Prefeitura de Brumado e até comercialização de material reciclável por parte da iniciativa privada. Tal situação necessita de um trabalho de comunicação e educação ambiental pela Prefeitura ou por organizações não governamentais.

Embora o índice de DBO médio na Barragem de Brumado (1,00 mg/l) esteja abaixo do limite de tolerância (2,5 mg/l), o índice das águas do Rio do Antônio que atravessam a Cidade já demonstra uma acentuada proliferação de matéria orgânica chamada “eutroficação” (Ferreira: 2000, p.301). Segundo o CRA (op cit), tal estado da água deve-se ao represamento e aos constantes lançamentos de matéria orgânica. Outra prova de “eutroficação” no mesmo trecho é demonstrada pelo LACEN – Laboratório Central de Saúde Pública Professor Gonçalo Moniz (2000), o qual acusa quantidades de coliformes totais e fecais na ordem de 1.600/ 100 ml.

A “eutroficação” no Rio do Antônio é tão preocupante, que as suas águas, mesmo tratadas, não atendem aos padrões estabelecidos pela Portaria n° 36/1990 do Ministério da Saúde. Conforme análise microbiológica do LACEN (2001) existem 13,0 UFC- Unidades Formadoras de Colônia de coliformes totais para cada 100 ml de água, menos de 1,0 UFC de coliformes fecais para cada 100 ml e menos de 1,0 x 10 (estimado) UFC/ml de bactérias a 35°C.

(…)

As causas de tal “eutroficação” da água são os lançamentos do esgoto, a proliferação de plantas aquáticas e algas e até o escoamento de coliformes e urina dos animais, bem como de resíduos de agrotóxicos. No entorno do espelho d’água da Barragem de Brumado por exemplo, existem currais que podem estar contribuindo para o escoamento de matéria orgânica (Gomes, 2004). Sem levar em conta que geralmente nas propriedades ribeirinhas não existem cercas para resguardar o espelho d’água da criação animal, podendo haver lançamentos de coliformes e urina nos momentos de dessedentação.

Já o problema da erosão, além de ocasionar a degradação do solo, vai ter como conseqüência o assoreamento, com efeitos que podem ser exemplificados na Comunidade do Campo Seco, a cerca de 10 km à montante da cidade de Brumado. Lá, de acordo com o MODERA – Movimento pela Despoluição e Conservação do Rio do Antônio (2000), vem se encontrando grande dificuldade na captação de água através de cacimbas no leito do Rio do Antônio, em virtude do acúmulo de terra e areia (…). Tal problema pode ser solucionado com a substituição da cacimba pelo consórcio de barragem subterrânea com poço amazonas, garantindo assim uma captação permanente.

Conhecida como prática do agricultor para economizar tempo e trabalho, a queimada é outro problema do Rio do Antônio em Brumado, pois além de destruir a vegetação ciliar acarreta a lixiviação do solo após as primeiras chuvas. Ou seja, a perda de nutrientes.

Segundo Gomes (2004), a degradação da vegetação ciliar no entorno da Barragem de Brumado tem as seguintes causas:

1º – pecuária bovina, que demanda o desmatamento para a formação de pasto e impede o desenvolvimento de brotos da mata nativa;

2º – culturas temporárias, as quais não são consorciadas com espécies arbóreas para a formação de sistemas agroflorestais;

3º – queimadas, que destroem as árvores e transformam os compostos orgânicos do solo em inorgânicos, empobrecendo-o após a lixiviação;

4º – atividades de lazer, como práticas de banho na margem do espelho d’água, as quais podem dificultar a regeneração natural da mata ciliar.

DESMATAMENTO DA CAATINGA

Conhecida como uma vegetação resistente à seca, a caatinga quando derrubada apresenta a desvantagem de ser de difícil regeneração.

No Município de Brumado, o que provavelmente causou o desmatamento da caatinga nos últimos sessenta anos foi a extração de lenha para a atividade industrial da mineração, bem como a formação de pasto e de culturas agrícolas. Considerando a carta de cobertura vegetal do Município de Brumado, elaborada pela DDF- Diretoria de Desenvolvimento Florestal da SEAGRI – Secretaria de Agricultura, Irrigação e Reforma Agraria (1995-1998), a maior parte do território do Município – cerca de dois terços – já está antropizada. São poucos os trechos de mata ciliar ao longo dos cursos d’água, estando muito presente apenas no Riacho Bate-Pé, que nasce no alto da Serra das Éguas.

Conforme o CRA (1999), existem cultivos agrícolas diversos e pastagens nas margens do Rio do Antônio, nos trechos da sede do Município e de algumas áreas rurais, sendo portanto causas de desmatamento. Os cultivos são de mandioca, feijão, milho, cacto, capim, banana, cana-de-açúcar e frutíferas.

De acordo com o CEI – Centro dse Estudos Sócios Economicos (1994), a vegetação do Município de Brumado é formada por “Caatinga arbórea aberta, com palmeiras, Caatinga arbórea densa, com palmeiras, Caatinga arbórea aberta, sem palmeiras, Contato Caatinga-Floresta estacional, Cerrado arbóreo aberto, sem floresta-de-galeria.”

Já a DDF (op cit) caracteriza a vegetação do Município como sendo de caatingas arbórea e arbustiva, floresta estacional com predominância na Serra das Éguas, áreas de transição e poucos trechos de mata ciliar.

(…)

Fonte: Brumado em destaque. Caetité: UNEB, 2004.

 

IMPORTÂNCIA DAS MATAS CILIARES

Jorge Valério Rocha Gomes

As matas ciliares levam este nome, devido a sua capacidade de proteger as nascentes, os cursos d’água e lagos dos agentes de degradação. Trata-se de uma comparação aos cílios que protegem os olhos. As referidas matas são úteis à conservação do solo e da água. Suas copas amortecem o impacto das chuvas, as quais passam a escorrer lentamente pelos troncos, atingem a superfície do solo, abastecem o lençol freático e a parte que vai em direção ao curso d’água pela superfície, escoa devagar em razão da existência de restos de vegetação seca e raízes, diminuindo assim a erosão do solo, a qual poderá ocasionar o assoreamento _ acúmulo de material sólido no fundo de leito de rio ou lago. Ao que se refere à conservação da água, as copas das matas ciliares também proporcionam um sombreamento do curso d’água ou de parte dele, contribuindo para a diminuição da evaporação. Além do mais, sendo mantidas conservadas, as matas ciliares tornam-se refúgios da fauna silvestre.

Assim, pode-se entender a degradação das matas ciliares como a perda da sua qualidade de conservar o solo e a água em conseqüência das ações antrópicas.

Fonte: GOMES, Jorge Valério Rocha. Análise da degradação das matas ciliares às margens do espelho d’água da Barragem de Brumado – BA no Período de 1977 a 2004. Caetité -BA: 2004.141 f.

LOCALIZAÇÃO, CARACTERIZAÇÃO E DIAGNÓSTICO

DA SUB-BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO DO ANTÔNIO

Jorge Valério Rocha Gomes1

 

A Sub-Bacia Hidrográfica do Rio do Antônio está localizada na Macro-Região do Nordeste brasileiro, Região Fisiográfica do Semi-Árido, Mesoregião do Centro-Sul do Estado da Bahia e no Alto da Bacia do Rio das Contas.

Conforme GEOHIDRO (1993); CRA (1999) e MODERA (2002), a Sub-Bacia do Rio do Antônio faz parte da Bacia do Rio das Contas, está localizada no Centro-Sul do Estado da Bahia, na região do Alto das Contas. Abrange os Municípios de Jacaraci, Licínio de Almeida, Caculé, Ibiassucê, Rio do Antônio, Guajeru, Malhada de Pedras e Brumado. É iniciada a partir de uma rede de drenagem em Licínio de Almeida, formada pelos Rios Cachoeirão, Paiol, Salto, Batalhão, São Domingos, Barreiro e pelos riachos Fundo e Tamboril. A área da Sub-Bacia é de 6.540 km², a extensão do Rio é de206 km e a vazão é de 7 m³/s.

As características fisiográficas, segundo a CAR (2006), são de vegetação de Floresta Estacional Decidual, Áreas de Tensão Ecológica e Caatinga; relevo sob as formas dos Patamares do Espinhaço e do Rio de Contas e climas sub-úmido a seco, semi-árido de caráter atenuado e semi-árido de caráter acentuado, com índices de pluviosidade de800 amenos de 1000,700 amenos de 800 e500 amenos de700 mm, respectivamente.

Segundo o Ministério Público do Estado da Bahia (1999), a Sub-Bacia do Rio do Antônio vem sofrendo as seguintes agressões ambientais:

a) Garimpo na Cidade de Caculé, através da retirada de material arenoso para a construção civil.

b) Lançamento de esgoto e lixo por cidades ribeirinhas, principalmente Caculé, Rio do Antônio, Malhada de Pedras e Brumado, as quais segundo o MP (op cit) não dispõem de sistemas de tratamento de esgoto e nem de disposição dos resíduos sólidos.

c) Desmatamento, afetando as vegetações de caatinga, de floresta estacional e de mata ciliar, ocorrendo a sua substituição por cultivos agrícolas, pastagens, alambiques e roçados e resultando na diminuição do aporte hídrico, alteração da dinâmica hídrica e redução do volume de água do curso principal da Sub-Bacia.

O CRA (op cit) apud MP (1999) relaciona as principais conseqüências do desmatamento em questão:

“  – Perda da biodiversidade (fauna e flora) local;

- Empobrecimento do solo;

- Erosão e assoreamento do solo;

- Alteração do microclima;

- Diminuição da disponibilidade hídrica para comunidades ribeirinhas”

A GEOHIDRO apud Fórum de Brumado pela Água (2003) também relaciona agressões à Sub-Bacia do Rio do Antônio, chamando-as de problemas ambientais e cita que a SRH – Superintendência de Recursos Hídricos do Estado da Bahia já demonstra preocupações no que diz respeito à quantidade e qualidade da água da Sub-Bacia. São os seguintes os problemas relacionados pelo referido Fórum:

- Exploração de manganês em Licínio de Almeida, ocasionando degradação do solo e por conseqüência assoreamento, bem como escoamento eventual do minério para o Rio do Salto.

-  Garimpo de ametistas, degradando o Rio do Salto em Licínio de Almeida.

-  Lixões em Rio do Antônio e Malhada de Pedras.

(…)

-  Plantas aquáticas flutuantes (macrófitas) no espelho d’água da barragem (sic) de Brumado.

-  Desmatamento propiciando a erosão e ocasionando assoreamento.

-  Esgotos.

- Problemas nas estruturas dos barramentos (infiltrações e ausência de descargas de fundo).

Vale ressaltar que o Fórum de Brumado pela Água (op cit) ainda cita como problema ambiental a proliferação de algas no espelho d’água da Barragem da Cidade de Brumado, decorrente do excesso de poluição orgânica, podendo em longo período de estiagem originar as algas vermelhas, altamente tóxicas, tornando a água imprópria para uso humano e inviável o processo de tratamento.

A respeito do excesso de poluição orgânica, a GEOHIDRO (2002) em seu documento de diagnóstico da Sub-Bacia do Rio do Antônio, faz um levantamento da Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) em reservatórios das principais barragens da referida Sub-Bacia, conforme Quadro 1.1.

Quadro 1.1

 DBO dos reservatórios das principais barragens

da Sub-Bacia Hidrográfica do Rio do Antônio

 

BARRAGEM

DBO médio mg/l

Truvisco

2,53

Rio do Antônio

1,58

Guajeru

1,41

Malhada de Pedras

1,34

Magnesita

1,11

Brumado

1,00

Fonte: GEOHIDRO, 2002.

Nota-se que, considerando a tolerância de DBO5 dias a 20°C até 5 mg/l O2  para as águas salobras, conforme Resolução Nº 20 do CONAMA em 18 de junho de 1986, os DBO(s) médios mg/l do Quadro 1.1 não apresentam valores preocupantes. Mas, por outro lado, é preciso avaliar o DBO logo a jusante de lançamentos de esgoto em Cidades como Caculé e Brumado para ter-se uma noção dos danos que podem ser causados à saúde humana e de seres bióticos.

A GEOHIDRO (op cit) relata as atividades antrópicas que demandam a água da referida Sub-Bacia e registra as quantidades em litros por segundo, as quais podem ser visualizadas no Quadro 1.2.

 

Quadro 1.2

 

Demanda de água por atividade antrópica

 na Sub-Bacia Hidrográfica do Rio do Antônio

 

DEMANDA DE ÁGUA

l/s

Abastecimento urbano

160,48

Abastecimento rural

38,96

Demanda animal

4,57

Irrigação

300,89

Demanda industrial

3,94

TOTAL

508,84

Fonte: GEOHIDRO, 2002.

Considerando a evaporação e a infiltração, a GEOHIDRO (op cit) registra uma perda de água na ordem de 50 l/s. Somando tal valor ao total das demandas antrópicas e comparando à disponibilidade hídrica da Sub-Bacia, a GEOHIDRO (op cit) chegou à conclusão que há um saldo negativo de 85,84 l/s e alenta para o fato de que, a partir da captação de água da Barragem de Cristalândia, localizada no curso principal do Alto Contas entre os Municípios de Brumado e Ituaçu, poderá haver um saldo positivo de 3,28 l/s.

Brumado (BA), 2007.

_______________

1 Graduado em Licenciatura Plena em Geografia pela UNEB – Universidade do Estado da Bahia Campus VI Caetité – BA.

Pós-Graduado em Gestão e Educação Ambiental pela Faculdade da Cidade do Salvador.

Coordenador Geral do MODERA – Movimento pela Despoluição, Conservação e Revitalização do Rio do Antônio, nas Gestões 1999-2002, 2002-2004 e 2008-2010.

REFERÊNCIAS

BAHIA. Centro de Recursos Ambientais – CRA. Relatório de Inspeção – nº 01/99 Subgerência de Unidades de Conservação – GEBIO. Salvador, 1999.

BAHIA. Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional – CAR (BA). Programa de Desenvolvimento Regional Sustentável: PDRS Serra Geral. Salvador: 2006.

 

BAHIA. Ministério Público do Estado da Bahia. Ação civil pública ambiental. Brumado: 1999.

CONAMA- Conselho Nacional do Meio Ambiente, 2007, Brasília. RESOLUÇÃO CONAMA Nº 20, de 18 de junho de 1986. Disponível em: <http: //mma.gov.br. Htm>. Acesso em: 11  jun. 2007.

FÓRUM DE BRUMADO PELA ÁGUA. Carta aberta do fórum de Brumado pela água. Brumado: 2003.

GOMES, Jorge Valério Rocha. Análise da degradação das matas ciliares às margens do espelho d’água da Barragem de Brumado – BA no Período de1977 a2004. 2004. Trabalho de conclusão da Disciplina Metodologia da Pesquisa (Graduaçãoem Licenciatura Plenaem Geografia)–Universidade do Estado da Bahia, Caetité, 2004.

MODERA- Movimento pela Despoluição e Conservação do Rio do Antônio, 2., 2002, Brumado. Justificativa da audiência. Brumado Aplike Web Design, 2002, Disponível em: <http: //modera.z6.com.br/justificativa. Htm>. Acesso em: 25  out. 2004.

BAHIA. Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos – SEMARH. Superintendência de Recursos Hídricos – SRH, GEOHIDRO, MONTGOMERY WATSON. Bacia do Rio do Antônio. Salvador: 2002.

CONTEXTUALIZAÇÃO DA SUB-BACIA DO RIO DO ANTÔNIO

NO ESTADO DA BAHIA

SUB-BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO DO ANTÔNIO

9 Respostas to “Bacia do Rio do Antônio”

  1. Glória Maria Says:

    Olá gostei da novidade, logo apareço!
    Abraços, até.

  2. Juarez Soares Says:

    tudo em favor da humanidade e para o seu beneficio tem toda a aprovação, vão em frente e sei que estão no caminho certo fazendo o que é certo

  3. Ademilson Sebastião Azeredo Says:

    Deserto no Vale
    Déjà-vu!
    Cunha, simplesmente cunha.
    Um lago.
    Autentico e expressivo, assim, foi batizada antes mesmo de abrolhar,
    Ainda preso pelo cordão que a avivava,
    Perecia na força de sua natureza
    Desnudada de sua beleza
    Por entre os dedos descurar

    Rodeada de arvoredos,
    Em verdes muralhas que de longe refletia nas águas
    Que as mulheres lavavam e secava,
    O gado bebia e as espécies multiplicavam.

    Jamais imaginava que uma cidade futura, há quais horas lhes servia aurora desprezava…

    E um dia cunha
    Que já vinha desprezada pelos mesmos que deleitava
    Da brisa ao fim da tarde.
    Rebelou!

    A esse homem que na beira largava, tudo aquilo que não mais lhe servia,
    Fazendo de sua costa, uma fossa e assim, amarrou sua bacia.
    E dali afastou os nobres natos indefesos com as desmazelas corrosivas da poeira que produzia.

    Talvez Incapaz de indagar por que, para quê e como fazer de seus restos acumulantes ao futuro de suas crias.
    Viesse reavaliar, reaproveitar e reutilizar tudo que o capitalismo não propõe e fosse transformado pelo o homem, para o homem de um novo dia. Mas isso é coisa do “futuro” não escolta romarias…
    E na sombra da história,
    Os anos foram passando e os donos apoderando, outros só falando e o povo navegando em interesse a lhes convir,
    Raízes que sustenta a indústria do puder que em teia aprisiona uma luz a porvir.
    Assim, como a humanidade que tem a vida como posse, o que não lhe pode pertencer. Por que deserdar o futuro que será desfrutado por um resto seu, talvez sua cria?
    Até mesmo deferindo, debela a aptidão, mesquinhamente deixa de herança a indigestão do “pão nosso” regado ao suar, das mãos que saldam o sol de novo dia.

    No silêncio atônito a uma resposta que só “os olhos podem ouvir”, expresso sobre as águas viscosas, cobertas de algas denunciantes, latas e tudo mais que se possam abastecer as águas mal cheirosas que tende oferecer.

    Apagaram da lembrança às árvores a circundar, floridas que nos madrugais de lua, perfumavam os tantos vai e vem de um homem a caminhar.
    Descendo as vertentes que serpenteia o vale
    Ao longe é velado pela serra,
    Pobre aprisionado aos arames farpados, clareando as rasantes banhado pela areia imigrante do alto a deslizar.

    E na calada do tempo
    Os apelos chegaram a quem puderam chegar e acolheu quem pude sensibilizar.

    E aos rumores
    Hora inflamados, abafados e sustentados na prepotência do ter.
    Essa causa não é diferente, hora avança e outras recuam.
    O que não condiz é a indiferença de gente, que não como a gente, não sabe diz não.
    E as águas sobem e descem com certeza
    E em um desses encontros surge uma esperança
    Que como um respiro pedinte, grita, MODERA!
    Apelo de um menino, sentado à margem espera
    Que a ação de um povo governante,
    Mesmo em seus passos lentos,
    Futuros passos que sustentabilizará
    A vida deste animal racional,
    Globalizado em seu nicho, habitar.

    Ademilson Sebastião Azeredo.
    Rio do Antônio,
    10 de Setembro 1999.

  4. delci pereira vilela Says:

    Defendam minha terra com unhas e dentes, pois eu já não tenho mais força pra isso.

  5. Izael Teixeira De Oliveira Says:

    Eu moro em São Sebastião-SP, mas sou de Caculé-BA e defendo minha terra com muito orgulho. Tenho um pedacinho de terra na beira do Rio do Antônio, na Fazenda Lagoa Torta. Não deixo cortar uma vara na beira do Rio, pois os 800 m de beira de rio estão com a vegetação nativa formada.
    As árvores como Gameleira, Tamburil, Ingazeira e Periquiteira são ótimas contra a erosão. Isso eu posso dizer porque estão lá.
    Abraços a todos que defendem nossas águas.

  6. Flavia Says:

    Prezados: por favor, gostaria de saber se vocês possuem uma versão em PDF da Lei 1205/98 que fala sobre a preservação das margens do Rio do Antônio. Se tiverem, enviem para o meu e-mail: biologaflaviassales@gmail.com. Grata!!!

  7. moderamovimento Says:

    Flavia: já enviamos o arquivo da Lei p o seu e-mail.

  8. cleide Says:

    Olá pessoal Estou desenvolvendo uma pesquisa em uma microbacia que faz parte da bacia do rio do Antônio e estou tendo dificuldades para classificar o padrão de drenagem dessa bacia. Gostaria de saber se existe algum trabalho de vocês referentes a essas microbacias e em especial que levem em conta os dados físicos:relevo, solo… Qualquer informação será relevante, segue o meu e-mail: fariascleidegeo@gmail.com. Muito grata!!

  9. Antonio Santana Says:

    Amigos do Modera,
    Acabamos de lançar o Concurso Cultural Serão Vivo. Trata-se de um concurso de redação e um dos temas é: “a aridez do sertão, das idéias e a morte do Rio do Antonio e seus afluentes”. Entrem no site http://www.viamunicipal.com.br ou na página do facebook
    http://www.facebook.com/pages/Via-Municipal/124043974471464
    Sei que a causa interessa a vocês e gostaria de pedir o apoio na divulgação deste concurso.
    Grande abraço,
    Antonio Santana
    Via Municipal

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